Receita cresce e serviços pioram

O fechamento das contas da Prefeitura publicado ontem, relativo ao quarto bimestre fiscal, indica que as receitas do município ainda não caíram em 2020, quando se compara com o ano anterior, mesmo abatendo a inflação do período. Outras conclusões que podem ser tiradas:

– As despesas aumentaram absurdamente no ano eleitoral;

– Nos últimos anos o governo está gastando muito mais do que arrecada;

– A dívida da cidade, que já ultrapassou a casa dos 100 milhões, estará ainda maior no futuro governo;

– A gestão é desastrosa pois mesmo com uma arrecadação muito boa, os serviços estão piorando gradativamente.

Os números mostram mais uma vez: o problema de Vinhedo não é falta de dinheiro, mas de competência.

– O município arrecadou no primeiro semestre R$ 258.772.731,13. Este montante é 6,29% maior do que o arrecadado ano passado no mesmo período (R$ 243.466.890,41). A inflação nestes 12 meses foi de cerca de 1%;

– Enquanto em 2020 a arrecadação foi 6,29% maior, com a pandemia, em 2019 foi 4,37% superior a 2018, sem o coronavírus;

– Em 2018 se empenhou R$ 285.118.886,86, em 2019 R$ 290.807.405,29 e em 2020 (ano eleitoral) R$ 348.808.713,42, no primeiro semestre.

– Mesmo com o absurdo aumento de despesas a cidade, que é uma das ricas do país, continua sofrendo com problemas básicos;

– Em 2020 as despesas empenhadas cresceram 19,94%, enquanto em 2019 aumentaram 2%, uma diferença totalmente absurda.

Fonte: https://transparencia.tce.sp.gov.br/municipio/vinhedo

Protocolado projeto para reduzir vencimento dos políticos e cargos de confiança

Informo que protocolei eletronicamente, no início da noite de hoje, 13 de abril, um Projeto de Lei com o objetivo de reduzir em até 30%, de forma escalonada, durante três meses, os subsídios as remunerações e gratificações dos agentes políticos (Prefeito, Vice-Prefeita, Superintendente, Secretários e Vereadores), cargos comissionados e funções gratificadas, da cúpula do serviço público de Vinhedo.

O projeto preserva os vencimentos dos demais servidores que não possuem mandatos, cargos e funções de confiança e não atinge aqueles com menores remunerações e os que estão prestando serviços na linha de frente do combate à epidemia (notadamente na saúde, assistência social, defesa civil e segurança).