Você sabia? + 10 fatos!

Conheça mais 10 ações de minha atuação pública, sempre lutando para o coletivo.

  • Fiz denúncias constantes sobre o crescimento da dívida pública do município;
  • Fiz levantamentos sistemáticos sobre a falta de qualidade da água e denúncia de irregularidades;
  • Acompanhei constantemente a relação de receitas e despesas da Prefeitura;
  • Cobrei obras paradas ou com lentidão no município;
  • Fiscalizei e cobrei qualidade da merenda escolar;
  • Ajudei a organizar a luta pela manutenção do ônibus para os estudantes que estudam fora de Vinhedo;
  • Denunciei irregularidades nos radares que não marcavam a velocidade correta ou multavam em vias proibidas;
  • Denunciei a má qualidade do asfalto;
  • Denunciei os problemas na iluminação Pública, com representações feitas ao Ministério Público.

Que tal fazermos uma campanha juntos?

Veja como é simples participar:

📲 Repasse os materiais digitais;

🚙 Coloque um adesivo perfurado em seu carro;

📨 Ajude a distribuir os materiais impressos;

🌹 Faça uma doação;

👥 Organize uma reunião, mas neste momento, preferencialmente virtual;

📋 Preencha o formulário https://forms.gle/nM2L8XdwC9BcEjTP6

Vinhedo ficou dividida na eleição: 47,19% dos eleitores votaram no atual prefeito.

Absoluto Percentual
Eleitores 51511 100,00
Abstenções 8576 16,65
Nulos 4939 9,59
Brancos 3002 5,83
Marcos Ferraz 6740 13,08
Xinha 3945 7,66
Milton Serafim 24309 47,19
Não Serafim 27202 52,81

Passado pouco mais de uma semana do dia 07 de outubro já é possível fazer os primeiros balanços da eleição em nossa cidade. É evidente que os números, embora muitas vezes falem por si, podem ser manipulados de uma forma que justifique uma interpretação da realidade.

Antes de falar sobre as estatísticas, algumas perguntas: A eleição em Vinhedo ocorreu como em outras cidades? Fizemos um debate sobre o futuro do município? Ocorreu uma disputa real? As pessoas estavam todas satisfeitas? Todos puderam expressar sua opinião como desejavam?

A resposta para muitas dessas perguntas, em minha opinião, devem orientar nossa ação política nos próximos anos. Afinal, mais cedo ou mais tarde, teremos que encarar a realidade, como ela é. Criar espaços de debate, estimular a participação popular e ampliar a transparência no trato das coisas públicas são medidas mais do que necessárias.

Uma questão muito importante de ser observada foi o fato que mais da metade do eleitorado não votou no atual Prefeito. Embora os números apresentados em uma poderosa estratégia de marketing poderiam levar a crer que tudo está tranqüilo e que a cidade está satisfeita, uma análise séria e honesta dos números relativiza isto.

Ao se analisar uma eleição não se pode ignorar, de forma alguma, aqueles que resolveram não votar ou votar nulo ou branco. Quem estava nas ruas da cidade, fazendo campanha e conversando com a população sabe que esta foi uma forma encontrada por muitos vinhedenses para protestar contra a atual situação política da cidade: ou não compareceram nas urnas, ou votaram em branco, ou votaram nulo ou votaram em outros candidatos.

Mesmo se avaliarmos que uma parte não votou por falta de estímulo, 52,81% do eleitorado não ter votado o número 14 é algo muito significativo e revelador. Não estou aqui contestando ou colocando em cheque o resultado eleitoral que foi muito claro: 70% dos votos válidos foram para Milton Serafim. Este artigo pretende tão somente alertar para o fato de que o resultado da eleição é um pouco mais complexo do que se apresenta a primeira vista.

Precisamos analisar com inteligência e tirar as lições que o processo eleitoral nos ensina.

Avaliação – Eleições 2008

Plenária de Balanço das Eleições

A coordenação de campanha da Frente “Uma Nova Consciência para Vinhedo” convida os apoiadores de nossa candidatura para uma plenária de avaliação dos resultados das eleições de 2008 em Vinhedo.
Data: quarta-feira, dia 29 de outubro
Horário: 18:30 horas
Local: Químicos Unificados (José Matheus Sobrinho, 494, Centro)

Proposta de Pauta:

1 – Avaliação dos resultados;
2 – Perspectivas (nossa posição em relação ao governo eleito, possíveis cenários);
3 – Nossa organização na cidade no próximo período;
4 – Informes gerais.

O “day after”

O “Day After”

 

“O que a vida exige da gente é coragem!”

Guimarães Rosa

 

Vinhedo parece ter amanhecido com uma “ressaca política”.

Por mais esperado que pudesse ser o resultado que se revelou nas urnas, não se pode esconder o fato que vivemos uma crise política sem precedentes.

Enquanto alguns comemoram, outros tentam achar, a qualquer custo, uma explicação para sua derrota.

Mesmo os que comemoram sabem que não existe uma maioria consolidada, capaz de sustentar um novo governo.

O certo é que as opiniões que ouço desde ontem parecem superficiais demais para explicar o que acontece. Digo mais, são opiniões nascidas da “ressaca política” que vivemos.

Existe aquela, propagada principalmente pelos defensores do atual prefeito, que diz que os “pobres e ignorantes” votaram no ex-prefeito. Além de ingênua, essa explicação é permeada por arrogância e preconceito, além de ser um claro desrespeito àqueles que fizeram essa opção.

A outra, equivocadamente, diz que os votos são graças à “força do povo”. Pode até ter respaldo nos números, mas não empolga e nem convence a cidade.

A ampla maioria do eleitorado buscava uma alternativa ao fracasso ético e político dos dois últimos governos, mas a resposta das urnas não foi uniforme. A confusão favoreceu os dois primeiros colocados, que tinham as campanhas com enormes recursos. Favoreceu, principalmente, o ex-prefeito, por ser considerado o que tinha maiores condições de derrotar aquele que tinha a maior rejeição.

Contraditoriamente, a cidade votou no “mais do mesmo”

Milton Serafim

16.525

44,86

Kalu  

10.838

29,42

Dr.Dario

4.265

11,58

Marcos Ferraz  

3.545

9,62

Rodrigo Paixão

1.660

4,51

 Total

36833

100,00

Fonte: Site do Tribunal Superior Eleitoral e estimativa– considerado os votos válidosos ve do Tribunal Superior Eleitoral – considerado dida do que aquilo que se anunciava.

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A cidade já passou por outros momentos delicados, mas nada parecido com a situação que vivemos.

Quando a economia cafeeira entrou em crise, o povo de Vinhedo soube encontrar no plantio da uva, e depois na industrialização, a saída. Quando tivemos uma crise político-institucional com a cidade de Jundiaí, soubemos encontrar, na emancipação, o melhor caminho.

Vinhedo agora continua refém de uma terrível luta pelo poder. O que está em jogo é o gerenciamento de uma cidade sem dívidas, com um orçamento fabuloso, próximo de R$ 200.000.000 (duzentos milhões de reais).

O desenvolvimento, que nos colocou entre as seis economias mais dinâmicas do país, pode estar comprometido. Esta disputa odiosa, aliada à falta de um horizonte estratégico para a cidade, pode nos levar a uma situação insustentável.

Com um território pequeno e com sérios problemas relativos ao planejamento urbano, água, saúde, educação e segurança, a Vinhedo, que já foi considerada um dos melhores lugares para se viver, pode deixar de existir como tal.

Não se pode subestimar o que está acontecendo. Seja o primeiro ou o segundo colocado que assuma o posto de novo Prefeito, sua legitimidade já está colocada em xeque.

É isso que indica as vozes ouvidas nas ruas. É também isso que diz a justiça, já que ambos respondem por inúmeros processos que, além de tudo, corroem a cada dia o nome de nossa cidade.

Volto a dizer: não podemos ficar passivos diante dessa situação, é o futuro de nossa cidade que está em jogo.

Durante três meses de campanha eleitoral, muitas vezes a cidade foi colocada diante de uma falsa bipolarização.

Nossa candidatura apresentou, desde o início, um Programa de Governo para administrar a cidade, com um diagnóstico dos principais problemas.

Cumprimos um importante papel. Fizemos uma campanha limpa. Apresentamos propostas e fizemos centenas de reuniões por toda a cidade.

Espero sinceramente que possamos encontrar, juntos, uma saída para esse difícil momento.

Aproveito para agradecer as mensagens de apoio e congratulação que tenho recebido desde ontem. Sei que muitos, embalados pela tal “bipolarização”, optaram na reta final pelo voto útil, o que é legítimo, principalmente diante do cenário instável e confuso que vivemos.

Agradeço também aos militantes de nossa campanha que, generosamente, cumpriram a tarefa heróica de irradiar nossas idéias e propostas pela cidade, desafiando interesses poderosos.

O destino que hoje está, em parte, nas mãos dos ministros do TSE, deve ser retomado pelo povo de Vinhedo.

“O Invernos foi Deles, mas a Primavera será Nossa!”

 

Publicado no blog www.rodrigopaixao.wordpress.com em 06 de outubro de 2008