Sobre o leilão de bens de Leontina Monteiro de Barros

É totalmente legítimo desconfiar que bens móveis foram retirados em algum momento do casarão da Fazenda Cachoeira. Leontina não tinha filhos, nem irmãos, nem sobrinhos, somente duas primas que não tinham relação com ela. Os fatos mostram que as intenções dos atuais proprietários é somente lucrar e não se preocuparam com a história da cidade e com a preservação da fazenda. Mais do que isso, em diversas circunstâncias falsearam ou distorceram informações. Relembrando:

  • No dia 26 de março de 2007, Celina Coimbra da Cunha Bueno vendeu a parte privada da Fazenda Cachoeira para a empresa Gálatas Empreendimentos e Participações. A operação ocorreu após a promulgação do atual Plano Diretor, por R$ 1.226.000,00 (um milhão, duzentos e vinte e seis mil reais) e foi aprovada pelos acionistas da holding em 06 de junho de 2007. A área adquirida tinha 177,9 hectares, ou seja, pagaram R$ 0,69 (sessenta e nove centavos) o metro quadrado!
  • Logo em seguida tentaram anular o processo de tombamento o que foi recusado pelo governo do Estado de São Paulo;
  • Deixaram o conjunto que compõem o casarão histórico se deteriorar e levaram uma multa do Condephaat e outra da Justiça. Segundo o Ministério Público, o valor atualizado das multas ultrapassa R$ 50.000.0000,00 (cinquenta milhões de reais). Só estão fazendo uma reforma, portanto, porque a justiça obrigou;
  • Anualmente ocorrem ao menos dois incêndios no interior da propriedade. Documento do Corpo de Bombeiros juntado em inquérito que tramita para investigar a causa destes incêndios atesta que ao menos um deles tem origem criminosa. Não se pode acusar, nem descartar, o envolvimento de pessoas que cuidam da área, mas o dever deles é proteger o local;
  • A empresa e seus aliados divulgam sistematicamente que a Fazenda Cachoeira não tem importância no fornecimento de água e só reconhecem a existência de 6 nascentes. No entanto, um estudo encomendado pela própria Prefeitura, que custou meio milhão de reais, demonstra tecnicamente a existência de 33 (trinta e três) nascentes, o que indica que a maior parte foi aterrada. Ver mais em https://sites.google.com/view/pdpv/plano-de-sustentabilidade-h%C3%ADdrica
  • Em janeiro de 2015, os atuais proprietários expulsaram da fazenda e destruíram a casa da dona Lucia Mateus, uma senhora idosa e deficiente, que a dona Leontina havia deixado morar no local;
  • Mesmo sendo vedado pelo Plano Diretor, já tentaram ao menos quatro vezes implantar um condomínio no local. Ignoraram, juntamente com os aliados locais, a importância estratégica do local e as diversas proibições legais. Quando adquiriram a Fazenda Cachoeira sabiam que não poderiam lotear e por isso pagaram um valor irrisório. Quem garantiu para eles que poderiam fazer um lotemanto no local? Ver mais em https://apavinhedo.wordpress.com/justificativas/
  • Em março de 2014 fecharam a via pública Frank Swalles que atravessa a parte privada da fazenda. Esta via foi criada em 1981 e era desde então utilizada pela população para acessar as áreas públicas e depois da parte tombada.

Estes são somente alguns exemplos, de uma história permeada pela ganância e pela arrogância, que coloca o lucro acima dos direitos e da história do povo de Vinhedo.

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