Sobre a audiência de hoje e a situação financeira de Vinhedo

A convocação deveria ser atendida até o dia 26 de setembro, à noite. Só ocorreu no dia 13 de outubro, de manhã (dificultando maior participação da população) e não esteve presente a Secretária da Fazenda (convocada nominalmente) enviando substituto.

Saímos sem saber qual é a real dívida do município (com governos, fornecedores, trabalhista, precatórios etc), mas aparentemente gira em torno de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais). Muitas respostas não foram obtidas a respeito de como se chegou a esta situação.

Ficou claro que o governo deixou de arrecadar nos últimos anos impostos por falta de uma política clara de atração de investimentos. Também não se economizou onde poderia e deveria. Ao contrário, diversos contratos acima do preço de mercado foram mantidos. As economias propagandeadas não foram cumpridas,  na maioria dos casos

As receitas de Vinhedo em 2016, se comparado com 2015, segundo dados do próprio governo,  ficaram muito próximas. Ou seja, a expectativa de receitas foi equivocada. Além disso, mesmo tendo o fim do 14º salário e a demissão de quase uma centena de servidores comissionados no ano passado, a despesa com pessoal não parou de subir.

Nos últimos meses, as contas não pararam de aumentar. Fornecedores ficaram sem receber, houve desabastecimento de itens básicos (copinho, papel, remédios etc) e alguns serviços sofreram interrupção por falta de pagamento (telefone, raio-x e outros). Foi deixado de se fazer depósitos de FGTS, INSS e até de empréstimos consignados.

Como era período eleitoral, a cidade não foi alertada e tudo estourou no último dia 11 de outubro. Agora é necessário saber qual é a real situação da dívida e o governo ficou de enviar isso nas próximas horas. As medidas anunciadas serão suficientes?

Cidades do porte de Vinhedo não estão passando por esta situação, então foi um problema de escolhas e decisões políticas. Não se pode colocar a culpa somente na crise nacional. 

Vamos acompanhar de perto para saber se dessa vez serão adotadas medidas que retomem o equilíbrio fiscal. Essas ações devem passar por cortes de desperdícios, pelo combate aos superfaturamentos, pela eficiência da gestão e atração de mais receitas e não de retiradas de direitos da população. 

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