Íntegra da entrevista concedida ao Jornal de Vinhedo que subsidiou a matéria veiculada na edição do dia 11 de junho de 2011.

JV – Você é pré-candidato à Prefeitura?

RP – Sim.

JV – Você tem se reunido com algum grupo?

RP – Temos realizado reuniões a cada duas semanas com partidários e simpatizantes, além de reuniões nos bairros e condomínios, com lideranças. Em relação aos outros partidos, optamos pela tática de fortalecer nosso grupo para em seguida iniciar o debate sobre a política de alianças. Vamos debater com todos aqueles que estejam comprometidos com o futuro de Vinhedo e com a construção de uma cidade ética, justa, democrática e sustentável.

JV – Como você tem se preparado para concorrer à prefeitura em 2012?

RP – Estamos priorizando neste momento esforços para construir um grupo capaz de ser uma força política que realmente se apresente como uma alternativa. Temos pessoas com perfis de figura pública que serão candidatos e outras com capacidade técnica para contribuir com a construção de um Projeto para Vinhedo. Vamos investir tempo e energia neste debate. Como nossa diferença com o atual Prefeito não é pessoal, e sim ética e programática, precisamos apresentar um Programa que dialogue com a realidade e coma vocação de Vinhedo. Queremos ter viabilidade política e técnica para governar a cidade. Estamos também conversando com os cidadãos, fazendo reuniões setoriais, com lideranças populares, religiosas e empresariais que se simpatizam com nossas propostas.

JV – Como você vê a disputa eleitoral para 2012 no cenário de hoje?

RP – Em relação a 2012, o PSOL está se preparando para dois cenários: com e sem Milton Serafim na disputa. Apesar de sua instabilidade jurídica, achamos que não podemos ficar na dependência do que a Justiça vai decidir sobre a situação do atual Prefeito. Mesmo sabendo que ele pode ser condenado a qualquer momento, nossa disposição é de derrotá-lo nas urnas. Até porque se ele não tiver condições de ser o candidato, vai ter alguém, representando o que costumo chamar de “MILTISMO”. A oposição tem a maioria da população para dialogar. É importante que não esqueçamos que Milton venceu uma eleição sem ter a maioria dos votos. Além disso, ele tem uma rejeição acumulada e um governo que tem muita propaganda e marketing, mas poucas realizações e obras sociais para o potencial que tem Vinhedo. Em nosso horizonte está a necessidade de unificar aqueles que gostam de Vinhedo e que querem um governo voltado para o bem comum. Será preciso defender Vinhedo e derrotar o “MILTISMO”.

JV – Qual o perfil de candidato que vinhedo está precisando, na sua opinião?

RP – O Prefeito é a expressão pública da “cara” da cidade. Temos um povo trabalhador e que em sua maioria tem valores cristãos e que não consideram que seja normal a corrupção. Então o futuro Prefeito precisa incorporar estes valores. É necessário também que conheça a cidade e seus problemas. Que tenha liderança suficiente para representar a pluralidade e a complexidade da cidade. Além de capacidade para enfrentar os dilemas do presente, o comando do Executivo deve ser capaz de projetar e planejar o futuro da cidade, se antecipando com respostas, propostas e projetos.

JV – O seu partido, o PSOL, tem conseguido novas filiações para candidatos a vereador?

RP – Sim, o PSOL está filiando, com critérios, e partir de reuniões com os mais diferentes setores sociais. Discordamos de métodos de filiação em massa para divulgar isso em jornais. Muitas vezes é artificial a divulgação desses números. Não entraremos na atual guerra especulativa que acontece nos bastidores da política vinhedense. Promete-se de tudo para futuros candidatos. Cargos, empregos e dinheiro. Queremos conosco gente comprometida, ética e que está na política por vocação e não para ter benefícios pessoais.

JV – Quantas em média?

RP – Nos últimos meses aproximadamente 20 lideranças vieram para o PSOL. Muitos devem aderir ainda até o prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral.