Criança Cidadã

Já nos primeiros anos de vida, uma pessoa define características importantes da personalidade, forma conceitos e estabelece as primeiras relações sociais que vão caminhar com ela durante toda a vida.

Para que uma criança esteja preparada para os desafios que o futuro lhe reserva, é necessário que ela tenha condições de interpretar e compreender, desde bem cedo, tudo aquilo que a cerca.

Cabe a família, ao estado e a sociedade zelar para que a criança desenvolva esta capacidade com o passar dos anos. A sensibilidade para interpretar a realidade social na qual ela está inserida depende desse esforço.

O Estatuto da Criança e do Adolescente detalha um conjunto de direitos dos quais uma pessoa tem necessidade na infância e classifica como “prioridade absoluta”. Esta obrigação, de cuidar e educar, inclui as lições de cidadania.

Uma sociedade entra em falência moral quando não assume as responsabilidades que irão garantir uma convivência digna, harmônica e segura para as crianças, com tudo que isso significa.

Em sua infância, um cidadão tem o direito, previsto na Declaração Universal dos Direitos da Criança, criada em 1959, não só a saúde, segurança, casa, comida e a educação, mas também a desenvolver seu potencial crítico e criativo.

Os valores e princípios que vão sendo incorporados no desenvolvimento da criança podem ser fundamentais para, por exemplo, construir a idéia de que roubar, ser corrupto, não é uma coisa correta.

Isto vale para temas, a princípio mais complicados, como entender que existe um país, com estados e cidades e que existem pessoas responsáveis por administrar o que é de todos.

Vale também para que a criança, nos seus primeiros passos, aprenda noções éticas de que é preciso respeitar o coleguinha. Ter consciência de que aquilo que não gostamos que se faça com a gente, não deve ser feito com o próximo.

Da mesma forma, é fundamental incorporar a idéia de que os animaizinhos, a natureza e o meio ambiente são a casa de todos e por isso deve ser cuidada e preservada com o mesmo carinho que cuidamos do que é só nosso.

Vivemos em uma sociedade que valoriza e estimula o consumismo e o individualismo. É neste ambiente que as crianças vão formando sua visão de mundo e, se queremos algo diferente disso, temos que disputar seus corações e mentes.

Precisamos, enquanto é tempo, contribuir para que a criança cidadã se aproprie de valores generosos. Para que cresça com a capacidade de se indignar diante das injustiças e não veja como normal outras crianças dormindo nas ruas.

A prática da cidadania certamente vai ajudá-la a ter uma convivência social mais proveitosa. Essa é uma forma de trabalharmos o aspecto preventivo e contribuirmos com a construção de um futuro melhor.

*** Artigo Publicao na edição de Abril/Maio/Junho da Revista Espaço Infantil

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