Chico Alencar lança pré-candidatura à Prefeitura do Rio com críticas a Lula e Gabeira

CIRILO JUNIOR 
da Folha Online, no Rio 17/03/2008

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O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) lançou nesta segunda-feira sua pré-candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro. No lançamento da pré-candidatura, Alencar disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiu a esquerda do país.

Alencar descartou possíveis alianças com o PC do B e o PDT já no primeiro turno das eleições. “As cartas estão embaralhadas e os sinais trocados. Hoje, há uma esquerda muito aparelhista, né? O PC do B, o PDT e o PT não estão em nosso campo de alianças porque fizeram uma opção clara pelo projeto Lula”, afirmou.

Alencar negocia alianças com o PSTU e o PCB. Sua candidatura será confirmada na convenção do PSOL, marcada para junho. Apesar das divergências com Lula e com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), Chico Alencar destacou que pretende ter uma relação normal com eles, caso seja eleito prefeito.

“Se dialogam com Jader Barbalho (PMDB-PA) e a Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), por quê não vão dialogar com quem só traz o interesse político?”, questionou.

Antigo companheiro de militância de Fernando Gabeira, Chico Alencar declarou que o deputado do PV não disputa mais o voto de esquerda. Alencar criticou a aliança de Gabeira com o PSDB e o PPS. Na semana passada, Gabeira anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura do Rio, e disse que não via a disputa como um duelo entre esquerda e direita.

“Quando o Gabeira formula que não há mais esquerda nem direita, que é coisa do século passado, ótimo. Ele já não está disputando o tal voto de esquerda. Ela já mudou, já saiu desse campo por vontade própria. Aliás, quem se alia ao PSDB, mesmo que não tivesse dito isso, está proclamando carnalmente, do ponto de vista eleitoral, essa condição”, afirmou.

Alencar ironizou o fato de Gabeira ter se aliado ao PSDB e ao PPS, classificando o primeiro de “partido do Marcello Alencar (ex-governador do Rio)” e o PPS de “parceiro do governo Serra em São Paulo”.

O deputado, no entanto, ressaltou que não terá adversários pessoais na campanha. Segundo ele, as “idéias e propostas vão brigar muito”. Alencar disse que, quando recusava a possibilidade de ser candidato, o deputado verde era simpático à sua candidatura.

“Depois foi convencido do contrário pelo Marcello Allencar. O Marcello foi mais forte do que o Chico Alencar. Queria convencê-lo a oferecer sua contribuição para nossa luta, como já fez em outras épocas”, diz.

Chico Alencar afirmou que pretende fazer um governo “socializante”. Explicou que um dos pontos principais será a valorização do poder público.

“Evidente que o PSOL não vai fazer socialismo em uma só cidade. Agora queremos um governo socializante, que resgate a idéia de poder público e que não fique apelando à iniciativa privada, como vem acontecendo nos últimos 20 anos”, afirmou

Ele prometeu também recuperar a tradição política da cidade. Para o deputado, a cidade, mais do que um síndico, precisa de um político para recolocá-la no centro das discussões nacionais.

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